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Friday, November 03, 2006
7 Novas Maravilhas - New7Wonders

A New7Wonders Foundation foi criada em 2001 pelo suíço Bernard Weber, e visa eleger as novas e actuais sete maravilhas do mundo. O processo está na fase final em que as pessoas votam em 7 maravilhjas de entre 21 maravilhas escolhidas a dedo, para o título de 7 Novas Maravilhas do Mundo. lAo que parece, a Torre de Belém chegou a ser considerada para a lista de 21. A mim parece-me que existem outros monumentos em território nacional (já para não falar por esse mundo fora) que teriam uma muito maior justificação para serem considerados uma maravilha do mundo.
Aqui ficam as 21 propostas: 1. Acrópole - Atenas, Grécia; 2. Alhambra - Granada, Espanha; 3. Angkor - Camboja; 4. Basílica de Santa Sofia - Istambul, Turquia; 5. Castelo de Neuschwanstein - Füssen, Alemanha; 6. Chichén Itzá - Yucatan, México; 7. Coliseu - Roma, Itália; 8. Cristo Redentor - Rio de Janeiro, Brasil; 9. Estátua da Liberdade - Nova York, EUA; 10. Estátuas da Ilha de Páscoa - Chile; 11. Grande Muralha da China - China; 12. Kremlin - Moscou, Rússia; 13. Machu Picchu - Peru; 14. Opera House - Sydney, Austrália; 15. Petra - Jordânia; 16. Pirâmides - Egito; 17. Stonehenge - Amesbury, Reino Unido; 18. Taj Mahal - Agra, Índia; 19. Templo Kiyomizu-dera - Kyoto, Japão; 20. Timbuktu - Mali; 21. Torre Eiffel - Paris, França.
Como este género de votações parece estar na moda, e me parece muito mais interessante e lógica esta, do que a dos Grandes Portugueses, decidi votar. Heis a minha lista de escolhidos: 1. Grande Muralha da China - China. Esta penso ser inequívoca: é sem dúvida uma das grandes maravilhas do mundo actual. 2. Coliseu - Roma, Itália. O grande Coliseu de Roma é um simbolo da antiguidade clássica do Império Romano. Pela sua dimensão e grandiosidade penso que deveria ser incluida. 3. Taj Mahal - Agra, Índia. À semelhança da muralha da China penso que esta é outra obra inegualável, e será certamente escolhida. 4. Machu Picchu - Peru. Elegí a "cidade perdida", pois parece-me ser fascinante, algo que parece ser fruto das nossas imaginações e sonhos. Um cidade anciã no alto da montanha. 5. Petra - Jordânia. Escolhí também Petra porque sempre me intrigou, principalmente pela sua localização. Embutida dentro da rocha, no fundo de uma ravina. Talvez seja culpa do filme do Indiana Jones, mas não deixa de poder ser considerada uma maravilha do mundo. 6. Angkor - Camboja. Talvez por me parecer mais misterioso e desconhecido, mais uma evz também por ter permanecida "perdida" duarante muito tempo, o que não retira nenhum mérito próprio ao extraordinário complexo religioso de Angkor. 7. Pirâmides - Egito. Se já o eram na Antiguidade, então seria incorrecto deixarem de os ser. De facto, as Pirâmides de Gizé foi a única das sete maravilhas da Antiguidade a sobreviver até aos nosso dias.
É difícil eleger apenas 7 maravilhas de entre um conjunto de 21 que são já maravilhjas do mundo. Apenas me parece menos óbvio, a escolha de construções mais recentes tais como a Estátua da Liberdade, a Torre Eiffel, o Cristo Redentor e a Casa da Ópera de Sidney. Acho até que este último foi uma má escolha. Quantos edifícios existem da mesma época que bem poderiam ser equiparados a esse? Porque para os outros monumentos até entendo que mais que a magnificência, representam algo mais profundo. Eu julgo que a Casa da Ópera só lá está para não dizerem que não incluiam nada do continente oceânico. Mesmo assim, com a minha escolha fica muito de fora: as magníficas pirâmides de Chichén Itzá, o antiguíssimo Stonehenge ou então a cidade de Timbuktu... todas elas são grandes maravilhas do mundo! Não precisam de uma declarção oficial para o serem.
Sim, porque no dia 7 de Julho de 2007 irá ser feito o anúncio oficial, e será nada mais nada menos que em Lisboa! E mais, vai ser no estádio da Luz, a Catedral! Sim, isso é que deveria ser considerado uma das 7 maravilhas do mundo! Clubismos à parte, sinto-me feliz por terem escolhido Lisboa de entre outras grandes cidades como Barcelona, Roma, Kuala Lumpur e Dubai. O evento parece que irá ser uma um misto da cerimónia dos Óscares com a abertura dos Jogos Olímpicos.

Posted at 11/3/2006 7:17:31 pm by Arnath
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Tuesday, October 24, 2006
MUSE Dia 26 - Campo Pequeno
Posted at 10/24/2006 3:31:59 pm by Arnath
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Saturday, September 30, 2006
« It's never gonna be Normal, you and me What you're signing on for Is a storm at sea So if you think you're tough Give me all your love And I'll give you every little piece of me Catch a falling star you'll go far In the pageant of the bizarre And tonight I give you my heart Catch a falling star you'll go far In the pageant of the bizarre And tonight I give you my heart We will never be a nuclear family But a rainbow will begin at our feet And if you take my hand Beware that this boat can Run aground making the ocean floor weep Catch a falling star you'll go far In the pageant of the bizarre And tonight I give you my heart Catch a falling star you'll go far In the pageant of the bizarre And tonight I give you my heart Catch a falling star you'll go far In the pageant of the bizarre And tonight I give you my heart Catch a falling star you'll go far In the pageant of the bizarre And tonight I give you my heart Take a chance on me, yeah You're my remedy, yeah You may fall indeed, yeah You'll find peace with me, yeah Take a chance on me, yeah You're my remedy, yeah You may fall indeed, yeah You'll find peace with me, yeah Peace with me, yeah Take a chance on me, yeah You're my remedy, yeah You may fall indeed, yeah »
-letra e música de Zero 7
Posted at 9/30/2006 9:43:21 pm by Arnath
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Tuesday, September 05, 2006
Sim, é verdade! A minha avó vê o Lost! Ou pelo menos viu alguns episódios nesta última semana, em que a RTP repetiu todos os episódios da 2ª série. Disse ela que parecia muito interessante, mas que não percebeu nada. Pudera! Nem eu percebo! E ninguém tem por esta altura uma explicação. É essa a grande particularidade de Lost. Por outro lado, é nisso que se baseia a grande expectativa. Terão os produtores capacidades para dar um fim e seguimento digno a Lost? I hope so... Esta revelação surpreendeu-me. A minha mãe é seguidora de Lost desde o início. Nunca imaginei que a minha avó pudesse algum dia se interessar pela série. Muito apresso me traz, pois Lost é para mim a melhor série televisiva de sempre (e com certeza para muitos outros fãs). Ainda há alguns dias li que, depois de CSI, Lost é actualmente a série mais popular do mundo. A 3ª série de Lost tem já estreia marcada para os E.U.A. no dia 4 de Outubro.
Posted at 9/5/2006 12:39:14 am by Arnath
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Desde que criei o Floresta Celta, já vão lá quase 3 anos, tive sempre uma ideia de ter um blog em inglês. Porquê? Simples! Porque o número de pessoas que o poderiam lêr multiplicava-se largamente. Para além de poder praticar o meu inglês escrito. Esse momento surgiu, aliada à minha paixão pela fotografia, com a ideia de criar um blog onde eu pudesse postar as minhas fotos e talvez falar sobre elas, de um modo diferente daquele que faço no flickr. Acabado de vir de férias, assim criei The Eyesight, o meu novo blog. Espero que gostem!
Posted at 9/5/2006 12:36:58 am by Arnath
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Monday, September 04, 2006
« Last night I had a dream about you In this dream I'm dancing right beside you And it looked like everyone was having fun the kind of feeling I've waited so long
Don't stop come a little closer As we jam the rythm gets stronger There's nothing wrong with just a little little fun We were dancing all night long
The time is right to put my arms around you You're feeling right You wrap your arms around too But suddenly I feel the shining sun Before I knew it this dream was all gone
Ooh I don't know what to do About this dream and you I wish this dream comes true
Ooh I don't know what to do About this dream and you We'll make this dream come true
Why don't you play the game? Why don't you play the game? »
- letra e música de Daft Punk
Posted at 9/4/2006 11:30:29 pm by Arnath
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Friday, August 11, 2006
Este ano parti de Guimarães um dia antes do início do festival, a ver se conseguia um lugar mo parque de campismo melhor. Foram quase 10 horas e viagem. Partida às 8h04 no comboio intercidades até à estação do Oriente. Mudança de comboio, mais umas horas de viagem, e chegada à Funcheira cerca das 16h30. Só que isto ainda não é o fim da linha. Ainda faltou a ligação de autocarro. 50 km até ao recinto, mais de uma hora pelas estradas sinuosas do Alentejo. O que importa é lá chegar! O pior mesmo é o regresso, porque à ida está tudo fresco e pronto para a festa. O lugar que arranjámos para as tendas não foi excelentes, mas também não foi tão mau como isso. Era de fácil acesso (nada de ter que dar com um sítio escuro e de atravessar mil uma tendas e cordas até lá chegar), e o melhor mesmo eram os nossos vizinhos com os quais travámos logo amizade. Que mais poderíamos fazer com um tipo alto, surfista, atleta de alta competição, ainda por cima estudante de engenharia civil, tarado por mulheres e falador, que vinha acompanhado do irmão mais novo, de um amigo e do Rocky (o cão)? Não tão simpáticos eram os espanhóis que se puseram mesmo no meio do caminho. Ao menos fizeram de "protecção" contra as pessoas que passavm Por outro lado, estávamos mesmo junto das casas-de-banho e dos chuveiros. O cheiro era só de vez em quando e até nos acabámos por habituar. Pior mesmo era o barulho. Num local de passagem como aquele ouve-se de tudo: cantar, gritarias, música… Por falar em música! De manhã, para além do calor tórrido do sol a bater nas tendas, o acordar estava garantido com a animação do DJ Shower! Sim, a publicidade ao Axe não falhava sempre às mesmas horas de manhã e ao fim da tarde. DJ Shower a passar música em altos berros logo pela manhã, e um gajo que não se calava. Acho que após algum tempo já todos sabíamos o que ele poderia dizer. Frase como "É no banho que tudo começa!" ou "Axe Shower Zone, a zona mais molhada do festival!", vão ficar para a posteridade. Claro que havia também o "Por favor, não coloquem as toalhas em cima das lonas, pois a estrutura não foi preparada para esse efeito", ou então "podem adquirir shampo after hours junto dos nossos promotores que estão devidamente identificados com a t-shirt hit me baby one more time". Enfim, apesar de tudo era ele que nos entretinha enquanto estávamos estafados ou sem nada para fazer. Melhor ainda foram os momentos em que se diziam as frases com Axe, para ganhar um clicker. Frases do género, "Com Axe na Zambujeira, vai ser sexo a noite inteira". Mas as mais memoráveis, são com certeza "Com Axe no bigode, elas até dizem Oh My God!" ou então uma frase que me roubaram, "Com Axe no sovaco, vou meter em todo o buraco!". Sim, porque entre nós surgiu o passatempo de criar as mais incríveis frases. Este ano havia um concurso intitulado "A minha tribo é melhor que a tua" em que todos os dias elegiam um grupo de pessoas cujas condições e originalidade do acampamento eram melhores. Não por isso,mas porque de qualquer maneira já existiam "tribos", surgiam de vez em quando bandos de gajos (eram sobretudo do sexo masculino) a fazerem a festa . Desde o "Bando do Bigode" ao "Elélé", era ver tipos armados com megafones espalhados pelo parque e pelo recinto, era tipos vestidos e completamente bêbados a tomar banho nos chuveiros, a fazerem um circulo à volta de meninas prendada com uma musiquinha que terminava com um grito "és boa!"… Havia de tudo! Muito em voga, foi a música "Só me apetece pinar", tão minha conhecida. Essa música surgiu, ainda eu era caloiro (há dois nos), e foi inventada pelo pessoal do curso de engª mecânica da FEUP. È interessante verificar como passados dois anos essa música se disseminou e alguém a canta nesta edição do sudoeste como se fosse uma grande inovação. Foi a minha segunda vez no sudoeste. Muito já não é novidade. Milhares de tendas, muita confusão, muito pó, muitos carros, muita música. Muitas filas! Filas para tudo: filas para comer, filas para ir à casa-de-banho, filas para tomar banho, filas para fazer compras, filas para entrar no recinto, filas para apanhar o autocarro… Ah! Este ano já não estive que esperar nesta última fila! Felizes daqueles que levam carro e dos amigos deles! Graças ao grande Zemi, podemos ter uma mobilidade que nos garantiu maior liberdade de horários e de deslocação. Idas a S. Teutónio ou à praia do Carvalhide (ou lá como era o nome), nunca teriam sido possíveis de outra maneira. Muitas histórias, é certo, ficam por contar! O vinho do Lidl que no dia seguinte se transformou em vinagre, o "javaliiii", as "katiushas" (ai, as "katiushas!!), a roda gigante (sim, este ano havia uma roda gigante, qual feira popular!), o encontrar o carro no parque… Dizem que o espírito festivaleiro do Sudoeste está a transformar-se ou a desaparecer, O que pode ser bem verdade. É o festival que está na moda e há muita, muita gente. Mas Sudoeste é Sudoeste, ou SW ou lá o que for. O espírito está em nós e se uma pessoa o tiver de certo que ele se manterá, pelo menos em nós. Nenhuma das seguintes fotos são da minha autoria. Apenas se trata deuma compilação que recolhi da net de forma a ilustrar o lado B do SW.  Estação da Funcheira  Entrada par o recinto  Zona dos chuveiros a.k.a. Axe Shower Zone  Parque de campismo = tendas+tendas+tendas+...  Dura luta pela sobrevivência  Os concertos  A famosa roda gigante
Para "ouvir" o lado A do Sudoeste visite twistedcitylights.blospot.com Apreciações dos vários dias do festival: Dia 3 Dia 4 Dia 5 Dia 6
Posted at 8/11/2006 11:23:02 am by Arnath
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Tuesday, August 01, 2006
Posted at 8/1/2006 4:47:29 pm by Arnath
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LOST26

Posted at 8/1/2006 4:46:02 pm by Arnath
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Monday, July 31, 2006
"Tenho-a para lá, dentro de um caixote. Penso que ainda a tenho. A fotografia. Um nadinha rasgada num dos cantos, foi a tentar tirá-la de um álbum para mudar para outro. Os meus pais sorriem, as minhas irmãs são pequenas, a Matilde ainda mal anda, a Joana deitada numa manta, de fraldas. Estamos todos. De um dos lados vê-se a limpidez do rio, do outro nós todos sobre a relva fresca. Há mantas pelo chão, dois cestos de piquenique, a minha mãe de joelhos, retiraria com cuidado as compotas, as laranjadas e o pão, o meu pai deitado, apoiado num cotovelo, a olhar para mim. Estamos todos. A dar sombra à cena, uma árvore enorme, junto à qual me encontro, molhada, de pé, os cabelos escorridos para trás. Estava um calor de morrer, estou nua. Sou a única que olha para a câmara, foi a minha tia Rosa que tirou a foto. De forma que os meus pais olham para mim e só eu olho para quem possa olhar para a foto. Tenho-a guardada, hei-de ir vê-la. Estou nua. E, no entanto, nenhum medo me assalta. Nenhum pânico. Estou até, quero crer, mais segura que nunca. Nua, com oito ou nove anos, a morder uma colossal fatia de melancia, uma meia-lua vermelha e verde. Olho a câmara com segurança. Os sorrisos do meu pai e da minha mãe, nem dei por eles na altura. Não dei por eles muitos anos. Dou por eles agora, que lembro a fotografia, que sei que tenho de ir resgatá-la ao caixote, arranjar-lhe o canto com fita-cola. Os meus pais olham a sua menina. E não conseguem conter o sorriso, numa tarde de Verão, sobre a relva fofa, sob a sombra da árvore e o cheiro do pão, com o rio ali ao lado, translúcido. A sua menina, perfeita, que acabou de se refrescar com um mergulho e devora a melancia. A menina saudável, confiante, sem medo de se deixar estar nua, olhando de frente a câmara. Quero esta fotografia, quero-me assim, saber que fui assim. Quero este momento, o único em que me vi nua sem necessidade de me esconder, com a relva a fazer-me cócegas nos pés, eu pequena, segura, perfeita. Vejo. Com toda a nitidez, a minha tia sem me pedir Não te mexas Não te mexas agora, o meu pai a sorrir para mim, a minha mãe a barrar marmelada, a minha irmã a cair nos primeiros passos trôpegos de bebé. Vejo um carreiro de formigas no sopé da árvore grande, as pedras na margem do rio. Ouço. O clique da máquina fotográfica, a minha tia a dizer Ficou linda. Ouço a gargalhada pequenina da minha irmã, um bando de pássaros que esvoaça, a minha mãe a dizer Está pronto vamos almoçar. Sinto. A melancia na boca, feita de água fresca e pevides. O calor. As cócegas nos pés, os primeiros arrepios, o corpo a pedir uma toalha. Ficámos assim, numa fotografia que ainda tenho para lá, num caixote. A única em que estou nua, inteira, ainda que ninguém me tenha ordenado"
- em A Casa Quieta de Rodrigo Guedes de Carvalho visto em Arte Photographica

Posted at 7/31/2006 12:01:48 pm by Arnath
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